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Reflexões sobre a desigualdade de gênero na escola

Por Jenniffer Cornélio - Educativo Piraporiando




As relações de gênero são percebidas de diferentes formas, seja por meio do comportamento, de “preferências” ou, ainda, de aparências consideradas típicas e adequadas para cada um. O indivíduo desenvolve sua personalidade por intermédio de relações culturais, e biopsicossociais. Os processos dessas relações influenciam da infância à vida adulta, principalmente na construção da sexualidade e gênero.


A sexualidade e o gênero representam uma parte da subjetividade da pessoa, sendo essa desenvolvida a partir do processo histórico e cultural em que os sujeitos estão inseridos. A escola tem papel fundamental nessa construção histórica, social, cultural e subjetiva, visto que é importante para o indivíduo ter uma base que amplie suas relações, o respeite e entenda suas individualidades e ações.


No ambiente escolar, desde os primeiros anos escolares, as práticas didáticas delimitam padrões de gênero de maneira implícita e explícita, seja nas brincadeiras, com os objetos (brinquedos) simbólicos, no que é considerado como “de menina” ou “de menino”, no enaltecimento das cores azul para o grupo dos meninos e rosa para as meninas, na separação das filas e banheiros que os distinguem, entre muitas outras práticas. Essa categorização escolar reforça a premissa heteronormativa, e os que fogem desse padrão são discriminados.


Para além, é também no ambiente escolar que se constroem expectativas de papéis destinados a meninas e meninos, associando determinadas ações de maneira limitada. Por essa razão, ao invés de reforçar estigmas sobre “o que é de menino ou menino”, a escola tem o papel fundamental de perceber que cada indivíduo deve ser respeitado e compreendido conforme suas particularidades. Sendo assim, é necessário promover políticas de respeito às pluralidades, onde se considere que as questões de gênero são determinadas por meio de comportamentos construídos pelas relações sociais, culturais e políticas.


Devemos buscar conhecer e fundamentar a escola para que se extirpe a conceitualização que estereotipa o que é “ser” ou não do gênero feminino ou masculino. O assunto deve ser discutido por meio de estudos, para assim podermos encaminhar as mudanças necessárias tanto na escola, como na sociedade. Por fim, romper com as construções limitantes da feminilidade e masculinidade — e mostrar que cada um pode ser e estar onde se almeja — é uma ação urgente.



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