O uso da tecnologia a favor da educação

Por Mainara Thaís - Educativo



Você já parou para pensar sobre o que considera como “tecnologia” na prática?


Quando pensamos nesse conceito, muitas vezes somos transportados pela imaginação para um mundo utópico, repleto daqueles cenários dos filmes de ficção científica que tanto vemos no cotidiano. Ou, quando não, pensamos naqueles lugares em que as tecnologias humanas mais sofisticadas já chegaram e estão em ação. Também podemos entender a tecnologia como a internet e a computação, a robótica, as redes virtuais… Mas raramente entendemos esse termo tal como ele é: uma ferramenta proveniente das técnicas.


Desde o momento em que os seres humanos se organizaram em coletivos na história do mundo e da humanidade, observamos a criação gradual e progressiva de uma série de técnicas, que puderam se sofisticar ao longo do tempo com novas descobertas e o desenvolvimento de novos saberes. Isso significa que desde o momento em que nascemos já entramos em contato com uma série de tecnologias: as tecnologias da ciência, medicina, alimentação, informação… E a estrutura das nossas vidas é, portanto, bastante formatada por elas.


Pensando em tudo isso, onde estaria o uso da tecnologia na educação?


A criação dos ambientes que dão forma às nossas salas de aula se utiliza muito das tecnologias da construção. Nossos materiais básicos como lousas, livros, lápis, canetas — entre outros — se apoiam nas tecnologias de fabricação e vão ganhando funcionalidades adicionais conforme seu desenvolvimento. Desde sempre as tecnologias nos possibilitam interagir com o mundo de maneira mais assertiva, possibilitando o desenvolvimento das nossas habilidades. Com a educação não poderia ser diferente.


Ainda enfrentamos muitos desafios relacionados às desigualdades tecnológicas encontradas nos espaços educacionais, que refletem muito da sociedade. Apesar dos grandes avanços obtidos nos últimos anos, principalmente relacionados à internet e ao mundo virtual, os enfrentamentos para a inclusão digital são muitos. Pudemos testemunhar de perto essas questões com a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), inclusive.


Mas… Como ter a tecnologia como nossa aliada?


Antes de qualquer coisa, entendendo a sua importância e sabendo que a tecnologia vai além dos dispositivos virtuais atualmente difundidos: ela está para a educação como uma ferramenta. Se a era digital nos trouxe ganhos e está presente em muitos lugares, é natural que precisemos discutir sobre como ela também precisa estar nos espaços educacionais, fazendo parte do nosso cotidiano.


As tecnologias não se anulam e nem dispensam o papel fundamental de educadoras e educadores, pelo contrário. Para serem planejadas e acessadas, elas precisam de orientações humanas. Dentro do ambiente educacional, são as/os educadoras/es os/as principais responsáveis por entender quais as necessidades de suas/seus estudantes. A naturalização desse uso deve estar de acordo com os conteúdos compartilhados, agindo como uma ponte para o conhecimento.


Por fim, o uso das tecnologias dentro dos ambientes educacionais é também uma forma de democratizar acessos, que são direitos fundamentais de todas e todos. É papel da escola ofertar esse contato, possibilitando estímulos necessários para o desenvolvimento do indivíduo, inclusive para a vida adulta e para as atuais demandas do mercado de trabalho. As habilidades tecnológicas adquiridas possibilitam muito mais aptidão para a criatividade, o foco, a interação e a comunicação. Precisamos que esses conhecimentos cheguem até todas/os. Precisamos que a tecnologia seja um terreno comum a todos, mas, acima de tudo, uma realidade.


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