Equidade x discriminação no trabalho: qual é o papel da empresa?



Por Mainara Thais - equipe educativo


É inegável que o termo “diversidade” vem crescendo dentro do mercado de trabalho nos últimos anos e tem ganhado cada vez mais espaço em ações promovidas por empresas de diferentes segmentos. Questões de gênero, raça, etnia, classe – entre outros – passaram a estampar recorrentemente campanhas publicitárias, promoções de marca, além de muitas vezes ganharem apoio institucional por meio de projetos de impacto.


Todas essas atividades são bem expressivas porque movimentam debates, diversificam o mercado e apontam a importância das mudanças, rompendo com antigos tabus e abrindo espaço para novas concepções sociais. Mas, pensando para além das tendênciasserá que essas ações têm promovido mudanças efetivas no comportamento das empresas?


Recentemente presenciamos a polêmica causada por uma fala racista da co-fundadora de uma das maiores instituições financeiras brasileiras – a Nubank – em rede nacional. Na ocasião, a empresária disse que “não dava para nivelar a instituição por baixo” ao se referir sobre a contratação de pessoas negras. O caso chocou muitos apoiadores, clientes e movimentou bastante as redes sociais, já que a empresa sempre se declarou alinhada a uma série de pautas (e, dentre elas, a racial).


O que podemos aprender com isso?


Apesar das organizações se disponibilizarem a mudar certos padrões, existe ainda uma grande dificuldade de colocar isso na prática. E isso acontece porque, mesmo desenvolvendo programas de diversidade e/ou implantando ações afirmativas, as empresas ainda esbarram num despreparo para criar ambientes efetivamente acolhedores, inclusivos e coerentes. Quando a diversidade é tratada como uma tendência mercadológica e não como um compromisso, é natural que esses episódios continuem a acontecer.


Por isso, precisamos começar a refletir melhor sobre o que, de fato, caracteriza um ambiente equalitário. Como agir para que as discriminações não ocorram? Reunimos aqui algumas ações que podem ajudar as empresas a repensar sobre esse cotidiano profissional e criar ambientes inclusivos:


1- Um bom primeiro passo é sempre começar pela responsabilização. As empresas precisam tomar atitudes quando se deparam com situações discriminatórias em suas atividades, ainda que esse processo não seja fácil. O posicionamento de marca também é uma ação importante, principalmente em relação aos acontecimentos e à sociedade.


2- Não podemos falar de ambiente equalitário sem antes falar sobre representatividade. Revisar e refletir sobre a composição de seus quadros de funcionários e lideranças é uma ação sempre necessária. Programas de diversidade não podem ser figurativos.


3- Como encaminhar denúncias e/ou situações discriminatórias? Por meio da implantação de canais de escuta e acolhimento. A gestão desses canais pode ser feita por áreas específicas ou grupos/comitês rotativos, desde que se respeite um protocolo de apuração e encaminhamento. Deve-se proporcionar um espaço de escuta que encoraja colaboradoras/es a trazerem as questões.


Por fim, os investimentos na diversidade dentro das empresas não podem ser considerados como "apostas", afinal, a diversidade não é uma aposta e sim uma realidade. Pensar sobre e implementar ações que abarquem o tema é se abrir para a sociedade brasileira, suas complexidades e dinâmicas. É entender o mercado de trabalho de maneira mais justa e equalitária, rompendo com paradigmas limitantes que se criaram graças a uma estrutura desigual.


E aí, sua empresa tem aderido ações que tornam o ambiente de trabalho mais equalitário? Conta pra gente! Aproveite para conhecer nossas ações voltadas à Diversidade e embarque nesse compromisso conosco! <3

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