5 práticas para promover a inclusão na escola

Por Mainara Thaís - Equipe Educativo



Ainda que a escola seja classificada como um lugar de muita convivência e troca, quem de nós nunca se deparou com uma situação de exclusão dentro do ambiente escolar? Pode ter sido uma exclusão associada à recusa de interação entre colegas, à falta de acessibilidade dentro do espaço educacional, à escolha de materiais que não correspondem com o processo de aprendizagem de uma turma… Muita coisa, né?! E ainda que essas situações sejam consideradas corriqueiras, você já parou para pensar um pouco sobre o que fazer para que a escola seja inclusiva na prática?


A inclusão é recorrentemente relacionada com a integração, mas apesar da similaridade entre esses dois conceitos, eles são bem diferentes. Enquanto a integração diz respeito ao ato de inserir um indivíduo em um conjunto diferente (não compatível), a inclusão está associada à promoção de espaços que sejam naturalmente compatíveis e acolhedores a todas/os, independentemente de características ou necessidades distintas. Por isso, enquanto o termo “integração” está muito mais associado à tolerância, o termo “inclusão” está mais próximo ao respeito. Não devemos ser “tolerados”, precisamos ser respeitados e incluídos.


A escola é um espaço bastante responsável pela facilitação de primeiros contatos e apresentações. Para a maioria de nós, inclusive, é o pontapé inicial para interações mais fluidas e intensas: é o local onde aprendemos a conhecer e respeitar o outro, além de estabelecer e desenvolver relações.


Muitas vezes a criação desse espaço inclusivo é um grande desafio à comunidade escolar, principalmente porque existem situações que apresentam muitas especificidades. Isso acontece porque a escola é também um retrato das nossas coletividades – e a sociedade não é diferente, ela é múltipla. É natural que existam formas diversificadas de pensar, de se expressar, de agir (e de ser!), por isso é tão importante que sempre levemos isso em consideração.


Pensando nisso tudo, então, como agir de maneira inclusiva? Nós separamos cinco ações que podem ajudar. Confira!

  1. Criação de espaço para a escuta ativa das/os alunas/os. Entender a raiz de determinados conflitos, comportamentos ou insatisfações também é papel dos profissionais envolvidos na gestão escolar. Quem ouve, mostra como o canal do diálogo está aberto – e trazer esse diálogo como algo natural é muito importante para que as/os alunas/os se sintam acolhidos e confortáveis para trazer questões.

  2. Realização de rodas de conversa sobre diversidade. A nossa capacidade de incluir e considerar o outro também está muito ligada ao modo como o enxergamos, e é por isso que precisamos conversar sempre sobre a diversidade, criando referências que fogem de padrões pré-estabelecidos e estão muito mais próximas das nossas vivências (que são plurais).

  3. Promoção de acessibilidade. Se queremos falar de inclusão, acima de tudo precisamos de espaços educacionais que não excluam, ou seja, que tenham estruturas físicas e organizacionais necessárias para acolher diferentes especificidades. Não basta apenas proporcionar acessibilidade de locomoção para pessoas com deficiência, por exemplo, as atividades e os materiais utilizados também devem considerar isso.

  4. Realização de dinâmicas que trabalhem a empatia e o respeito com o outro. O processo de inclusão e manutenção de espaços saudáveis de interação entre alunas/os fica muito mais fácil quando trazemos para a conta o exercício constante da empatia. A capacidade de se colocar no lugar do outro ajuda as/os alunas/os a entenderem como é importante fazer com que todos se sintam acolhidos, além de ser uma importante ferramenta para a mediação de conflitos.

  5. Escolha de materiais educativos adequados. Tudo o que é trabalhado no ambiente escolar precisa considerar o perfil, as características e o momento dos/as alunos/as, principalmente para que respeitemos o processo de aprendizagem de cada um/uma. Por isso, além de ser necessário que os materiais correspondam com as dinâmicas das turmas, também precisamos considerar que todo recurso utilizado precisa ter linguagens acessíveis.

A inclusão precisa ser sempre trazida e estimulada nos nossos ambientes, principalmente numa sociedade tão desigual como a nossa. Esse movimento é papel da comunidade escolar. Quer refletir mais sobre assuntos como esse? Conheça as Trilhas da Diversidade, o programa de formação continuada da Piraporiando! <3


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